domingo, 29 de dezembro de 2013

OPALÃO DE RODÃO!!!

Boa tarde a todos,

Estamos em recesso e, nesses dias, em que buscamos colocar as coisas "em dia" (como se estivessem "fora de algum dia!!! Ah, os ditos populares...), vamos logo chegando, para mostrar-lhes a realização de mais um sonho...

Bem, como todos sabem, desde pequeno sou admirador do Opala. Juntando "a fome com a vontade de comer" (mais um dito popular, no mínimo estranho), além de possuir um Gran Luxo 1974, do ano em que nasci, na cor vinho (sempre quis ter um Opala vinho) e cadastrado com placas pretas, conforme outras postagens deste "blog", apresento-lhes, agora, minhas novas RODAS:

Nada mal, depois de um belo banho!!!

Enfim, ei-las...

Sempre tive muita simpatia por esse modelo de roda. Quando não mais houvesse possibilidade de recuperação de minhas calotas, essas rodas "tipo ralinho" seriam as substitutas naturais do meu carro.

Para aqueles que não conhecem, essas rodas foram fabricadas pela GM a partir de 1985, para "calçar" os DIPLOMATAS daquele ano, permanecendo no catálogo até 1986. No ano seguinte, foram substituídas no Diplomata, mas continuaram a ser fabricadas, por conta de sua beleza e versatilidade.. São rodas em alumínio, portanto mais leves que as de aço convencional do Opala.



Faltam apenas as CALOTINHAS, que hão de cobrir as porcas de aperto da roda. Essas calotinhas são o "terror" de nós, opaleiros. Explico: difíceis de achar e, quando colocamos, são furtadas...

Para completar, passamos o sábado, e a Marluce, na oficina, para colocar os novos pneus Goodyear 175, já que as rodas "ralinho" tem a tala mais larga do que as de aço convencionais.

Um alinhamento aqui, um balanceamento acolá e saímos do Center Norte de Opalão pelas ruas da Zona Norte, despertando, novamente, como sempre, aliás, a atenção de todos, pelo rodar macio e flutuante... ALIÁS, O OPALA NÃO "ANDA" e, sim, DESFILA!!!

Para completar, agora só falta trocarmos o teto de vinil, por um bege... Em breve...

E, como registro, aí vão minhas rodas originais, para ficar na saudade...



Bem, 2014 será um ótimo ano para todos nós e reserva-nos GRANDES SURPRESAS E GRANDES EMOÇÕES... Tenham certeza!!!

Saudações palestrinas...




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

WITH THE BEATLES

Boa noite a todos, replico minha postagem de alguns meses atrás, para comemorar os 50 ANOS de lançamento deste FABULOSO LP (todos dos FAB FOURS são!), que, com certeza, marcou minha infância e continua a acompanhar-me...

Vamos ver se consigo arranjar TEMPO para mais novas postagens...

Fiquem com Deus.


Hoje é dia de falarmos do segundo Long Play (oficial, inglês) dos Beatles: WITH THE BEATLES. Lançado a 22 de novembro de 1963 na Inglaterra, é, sem dúvida nenhuma, o disco que afirma o SOM DOS BEATLES, pelo menos até a primeira metade dos anos 1960.

Capa do estéreo, nacional dos anos 1970: idêntico ao inglês original... Já estamos com toalha de Natal, hein?

O "yeah", "yeah", "yeah" ainda estava em alta e, neste disco, já há uma proeminência das composições "Lennon-McCartney" sobre as dos outros intérpretes. Não que eles tivessem mais tempo para compor, mas, o repertório deles começava a crescer justamente nesta época.

A Beatlemania ainda varria a Inglaterra. A produção do LP durou cerca de três meses, diferentemente da do "PLEASE PLEASE ME", que foi gravado em apenas UM DIA.

O LP traz também a primeira composição de George Harrison em um disco dos Beatles: DON'T BOTHER ME. Escrita em agosto de 1963, no Palace Court Hotel, em Bournemouth. Nas palavras de George, "Escrevi essa música como um exercício para saber se eu sabia escrever uma letra".

Contracapa: reparem no capitólio da Odeon, no canto alto, direito... Também é idêntica à inglesa, exceto, claro, pela  Odeon... Na Inglaterra saía com o símbolo da Parlophone, em baixo...

Nesta mesma semana, os Beatles apresentavam-se no Gaumont Cinema e foi neste mesmo período em que Robert Freeman apareceu para tirar as fotos do álbum...

Esta é uma das minhas músicas favoritas deste álbum. Mas, sem dúvida nenhuma, ALL MY LOVING foi a que fez mais sucesso, pelo menos aqui no Brasil, rendendo "versões" da chamada JOVEM GUARDA, que ajudaram a música a popularizar-se. Em 8 de abril de 1963 (exatamente 11 anos antes de eu nascer) Jane Asher estava no palco do Royal Albert Hall para ver uma apresentação dos Beatles - que, naquela noite, seria a atração principal. Ela, apesar de 17 anos, já era uma atriz de sucesso na Inglaterra, e geralmente era convidada para sessões de fotos, reportagens, etc. Foi de uma reportagem dela que se descobriu, digamos, o IMPACTO que os Beatles faziam no público adolescente da época. Mal sabia ela que, tempos depois, seria uma das mais famosas namoradas de Paul.

Encarte para acondicionar o disco, também dos anos 1970... Bonito...

Seu comentário, sobre os Beatles, à reportagem, à época: "Por eles sim vale a pena gritar".

ALL MY LOVING foi composta por Paul sob inspiração de Jane Asher, que começou a namorar com ele nesta época, em fins de 1963, a partir de uma conversa que tiveram no Royal Court Hotel, em Chelsea, depois de um show da banda, neste mesmo local.

Foi concebida enquanto Paul se barbeava e, segundo ele, foi a primeira vez em que a "letra veio antes da música". Pensada como um poema, foi também elogiada inclusive por John, que raramente o fazia, no que se refere às composições de Paul.

Conheci, certa vez, um senhor beatlemaníaco que me afirmou ter, simplesmente, mais de CEM CÓPIAS de WITH THE BEATLES, entre estrangeiras, piratas, etc. É. Um colecionador de WITH THE BEALTES.

Lembro-me de quando ganhei o CD em um amigo secreto aqui em casa. Toquei-o até RACHAR aqui em casa, apesar de não ser um dos meus álbuns favoritos, mas, como Tony Barrow diz na contracapa "MONEY é o clímax perfeito para este LP fora de série. Espero que não o deixe sem fôlego, e que consiga voltar à face A e repita a dose com 'OS BEALTES'".

Com o filme "BACKBEAT - OS QUATRO RAPAZES DE LIVERPOOL", outra música ganhou novos contornos de sucesso: PLEASE MR. POSTMAN, que figura como a última faixa do lado A. Fez sucesso, primeiramente, com o grupo THE MARVELETTES, que os Beatles gostavam e, com eles, tornou-se mundialmente famosa e foi usada numa versão HORROROSA, dessas bandinhas de hoje em dia, para o citado filme. Bem, não percam o precioso tempo de vocês com estas esquisitices "modernovwskys" e ouçam-na "WITH THE BEATLES"!!!

Outra faixa em destaque é "I WANNA BE YOUR MAN", quarta, do lado B. A história é a seguinte: os Beatles conheciam o empresário dos Rolling Stones, Andrew Oldham porque Brian Epstein o havia contratado para divulgar os Beatles. Por volta de abril de 1963, ele ouviu falar dos Stones, que estavam tocando no Station Hotel, em Richmond. Oldham, então, tornou-se empresário dos Stones e foi o responsável pela caracterização da banda como "MENINOS MAUS", explorando este lado do marketing, estimulando todo um comportamento antissocial dos Stones, para criar polêmica na imprensa. Então, os Stones apareciam, sempre que filmados ou fotografados, com "cara de mau".

Selo "canudinho", dos anos 1970: este meu exemplar é um dos melhores da minha coleção, em sonoridade e conservação...

Em verdade, esta "fama" não foi criada com o objetivo de contrapor-se ao "BOM MOCISMO" dos Beatles. À imprensa, à época, era conveniente RIVALIZAR as duas bandas, o que, efetivamente, JAMAIS ACONTECEU. Tudo o que se sabe, agora, é que eram duas bandas AMIGAS, de frequentar MESMO a casa de uns e outros, inclusive comparecendo aos estúdios, para gravações, "palhinhas", etc.

Ei-lo, "pela metade"...

Mas, com certeza, data daí esta historinha mequetrefe de que os BEATLES  e os STONES eram rivais.

Voltanto, então, à música, à esta época, os Stones possuíam apenas um single nas paradas de sucesso: "Come on", de Chuck Berry. Aliás, os Stones eram eminentemente uma banda de rhythm and blues, isto é, bandas influenciadas diretamente pela música negra norte-americana, principalmente a soul music, mas com pitadas de blues e jazz.

Em 10 de setembro de 1963, John e Paul encontraram Oldham na rua, que comentou, com a dupla, que procurava um novo material para os Stones, já que a Decca, gravadora deles, pressionava-os para um novo single de sucesso. Mick Jagger e Keith Richards (e, depois Brian Jones) ainda não eram, neste tempo, grandes compositores, o que os forçava, por força de contrato, a "VIRAR-SE" para encontrar algo de sucesso.

Paul - SEMPRE ELE - e, logo, logo, diremos porquê - já havia visto os Stones tocar por duas vezes e imediatamente sugeriu I WANNA BE YOUR MAN para Oldham e, imediatamente, os três foram juntos ao estúdio 51, na Great Newport Street, um clube comandado pelo jazzista Ken Coyler, onde os Stones estavam ensaiando. Chegando lá, tocaram-na para os Stones e Brian Jones (o líder da banda, até sua morte, em 1969) gostou da música e foram terminá-la. Os Stones gravaram-na em 7 de outubro de 1963 e ela alcançou o 12º lugar nas paradas britânicas, o que os ajudou a tornar-se um grupo famoso por lá.

Metade das catorze canções do álbum foram escritas por John e Paul, sendo que, a maioria delas, composta para o álbum. Especificamente, no entanto, ALL I'VE GOT TO DO, faixa dois do lado A, foi escrita por John, em 1961. Era uma tentativa sua de soar "Smokey Robinson". Robinson, em 1963, era líder da banda de Detroit, The Miracles. Com 23 anos, possuía uma voz suave e era bom compositor. Dylan, por sua vez e com sua costumeira ironia dizia ser Robinson o seu poeta vivo favorito.

Há outra canção de Smokey Robinson e do The Miracles no LP: trata-se de YOU REALLY GOT A HOLD ON ME, uma das minhas favoritas. Belíssima canção e muito bem interpretada, pelo vocal líder de John, com os coros de Paul e George. Esta música encontra-se na faixa três do lado B do disco.

Nem preciso dizer em qual lugar das paradas ficou o disco, preciso?...

No Brasil, com capa semelhante e repertório nem tanto, surgiu, tempos depois, o PRIMEIRO LP NACIONAL DOS BEATLES: BEATLEMANIA.

Capa do "Beatlemania": reparem na cursiva, no lugar de "With  The Beatles"...

Este LP reúne apenas NOVE canções do WITH THE BEATLES original, inglês, ou seja, a subsidiária da EMI no Brasil, a Odeon fazia o que a Capitol fazia nos EUA: arrumava uma capa de gosto muitas vezes duvidoso, reunia um punhado de músicas de sucesso da banda e lançava-as num LP, adulterando completamente o "modelo" original inglês. Aliás, foi por isso que os Beatles fizeram a famosa sessão de fotos de açougueiros para a capa de um LP que sairia nos EUA, dando a entender, para a Capitol, o quanto estavam "satisfeitos" por CORTAREM E ADULTERAREM SEUS LP'S E CANÇÕES.

Aqui, de frente, e pelo alto!...

Bem, então, ficaram de fora, NO LADO A ALL MY LOVING (que foi parar no outro LP, subsequente, de 1964, chamado THE BEATLES AGAIN, na quarta faixa do lado B) e TILL THERE WAS YOU (que, provavelmente deva ter saído em algum single adulterado, mas continua "ESCONDIDA" dos LP'S de época nacionais), para dar lugar à I WANT TO HOLD YOUR HAND na primeira faixa (que fora lançada, originalmente, em single na Inglaterra, DEPOIS de WITH THE BEATLES, objeto de uma próxima blogagem), seguindo a sequência inglesa de IT WON'T BE LONG até ALL I'VE GOT TO DO porque LITTLE CHILD e DON'T BOTHER ME estão TROCADAS DE ORDEM, com relação ao WITH THE BEATLES. Daí encerra com PLEASE MR. POSTMAN, já sem TILL THERE WAS YOU, com já nos referimos acima.

Contracapa: olhem o selo da Odeon, como era...

Quanto ao lado B, a salada "à la" "Carmen Miranda" continua: o lado abre com SHE LOVES YOU (single de meses anteriores, já objeto deste blog) e segue a sequência inglesa: ROLL OVER BETHOVEN e... HOLD ME TIGHT, que faria, naturalmente, a segunda ou a terceira faixa, também foi parar em THE BEATLES AGAIN, abrindo o lado B daquele disco; sem HOLD ME TIGHT, vem YOU REALLY GOT A HOLD ON ME até DEVIL IN HER HEART, igual à sequência inglesa e, novamente, outra faixa é SUPRIMIDA: NOT A SECOND TIME, que também SUMIU por entre os arquivos da Odeon, na época, para dar lugar a... I SAW HER STANDING THERE, faixa que abre o primeiro LP (inglês) dos Beatles: Please Please Me, também já alvo deste blog. Entenderam? Fácil, sim, ou não?

Este foi o primeiro selo da Odeon, dos Beatles, no Brasil: azul-marinho, lançado em 1964... Original, de época...

Resumo: o 1º LP brasileiro dos Beatles tem, MAIS OU MENOS a capa do 2º LP oficial inglês, com ALGUMAS MÚSICAS deste mesmo LP, e, claro, COM MENOS DUAS!!!

Olha ele aí, impecável...

Mas vale a pena ter os dois na coleção, pois, é sabido que os Beatles gravavam em MONO, até SGT. PEPPERS e as únicas cópias monaural nacionais são mesmo esses LP'S de época que, para compensar, TEM UM SOM MARAVILHOSO!!!


Selo "estrela" azul Odeon: esta edição saiu em meados dos anos 1960, portanto, após o selo azul-marinho (1968, precisamente). Mas também é bonitão...

No final da minha antecedente postagem fiz referência a uma CAIXA com a coleção completa - OFICIAL, SÃO 13 LP'S - em vinil 180g. Esta edição, porém, será lançada em ESTÉREO, pelo que se sabe, a partir dos originais E NÃO SERÃO aquelas cópias REMASTERIZADAS, HORROROSAS, com aquele som de LATINHA BATE-ESTACA, de meados dos anos 1990, que foram tiradas a partir das remasterizações em digital, o que é PÉSSIMO para ouvir os Beatles.

No ano que vem está previsto o lançamento desta coleção A PARTIR DOS ORIGINAIS, EM MONO. Já está dando ÁGUA NA BOCA!!!