domingo, 29 de dezembro de 2013

OPALÃO DE RODÃO!!!

Boa tarde a todos,

Estamos em recesso e, nesses dias, em que buscamos colocar as coisas "em dia" (como se estivessem "fora de algum dia!!! Ah, os ditos populares...), vamos logo chegando, para mostrar-lhes a realização de mais um sonho...

Bem, como todos sabem, desde pequeno sou admirador do Opala. Juntando "a fome com a vontade de comer" (mais um dito popular, no mínimo estranho), além de possuir um Gran Luxo 1974, do ano em que nasci, na cor vinho (sempre quis ter um Opala vinho) e cadastrado com placas pretas, conforme outras postagens deste "blog", apresento-lhes, agora, minhas novas RODAS:

Nada mal, depois de um belo banho!!!

Enfim, ei-las...

Sempre tive muita simpatia por esse modelo de roda. Quando não mais houvesse possibilidade de recuperação de minhas calotas, essas rodas "tipo ralinho" seriam as substitutas naturais do meu carro.

Para aqueles que não conhecem, essas rodas foram fabricadas pela GM a partir de 1985, para "calçar" os DIPLOMATAS daquele ano, permanecendo no catálogo até 1986. No ano seguinte, foram substituídas no Diplomata, mas continuaram a ser fabricadas, por conta de sua beleza e versatilidade.. São rodas em alumínio, portanto mais leves que as de aço convencional do Opala.



Faltam apenas as CALOTINHAS, que hão de cobrir as porcas de aperto da roda. Essas calotinhas são o "terror" de nós, opaleiros. Explico: difíceis de achar e, quando colocamos, são furtadas...

Para completar, passamos o sábado, e a Marluce, na oficina, para colocar os novos pneus Goodyear 175, já que as rodas "ralinho" tem a tala mais larga do que as de aço convencionais.

Um alinhamento aqui, um balanceamento acolá e saímos do Center Norte de Opalão pelas ruas da Zona Norte, despertando, novamente, como sempre, aliás, a atenção de todos, pelo rodar macio e flutuante... ALIÁS, O OPALA NÃO "ANDA" e, sim, DESFILA!!!

Para completar, agora só falta trocarmos o teto de vinil, por um bege... Em breve...

E, como registro, aí vão minhas rodas originais, para ficar na saudade...



Bem, 2014 será um ótimo ano para todos nós e reserva-nos GRANDES SURPRESAS E GRANDES EMOÇÕES... Tenham certeza!!!

Saudações palestrinas...




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

WITH THE BEATLES

Boa noite a todos, replico minha postagem de alguns meses atrás, para comemorar os 50 ANOS de lançamento deste FABULOSO LP (todos dos FAB FOURS são!), que, com certeza, marcou minha infância e continua a acompanhar-me...

Vamos ver se consigo arranjar TEMPO para mais novas postagens...

Fiquem com Deus.


Hoje é dia de falarmos do segundo Long Play (oficial, inglês) dos Beatles: WITH THE BEATLES. Lançado a 22 de novembro de 1963 na Inglaterra, é, sem dúvida nenhuma, o disco que afirma o SOM DOS BEATLES, pelo menos até a primeira metade dos anos 1960.

Capa do estéreo, nacional dos anos 1970: idêntico ao inglês original... Já estamos com toalha de Natal, hein?

O "yeah", "yeah", "yeah" ainda estava em alta e, neste disco, já há uma proeminência das composições "Lennon-McCartney" sobre as dos outros intérpretes. Não que eles tivessem mais tempo para compor, mas, o repertório deles começava a crescer justamente nesta época.

A Beatlemania ainda varria a Inglaterra. A produção do LP durou cerca de três meses, diferentemente da do "PLEASE PLEASE ME", que foi gravado em apenas UM DIA.

O LP traz também a primeira composição de George Harrison em um disco dos Beatles: DON'T BOTHER ME. Escrita em agosto de 1963, no Palace Court Hotel, em Bournemouth. Nas palavras de George, "Escrevi essa música como um exercício para saber se eu sabia escrever uma letra".

Contracapa: reparem no capitólio da Odeon, no canto alto, direito... Também é idêntica à inglesa, exceto, claro, pela  Odeon... Na Inglaterra saía com o símbolo da Parlophone, em baixo...

Nesta mesma semana, os Beatles apresentavam-se no Gaumont Cinema e foi neste mesmo período em que Robert Freeman apareceu para tirar as fotos do álbum...

Esta é uma das minhas músicas favoritas deste álbum. Mas, sem dúvida nenhuma, ALL MY LOVING foi a que fez mais sucesso, pelo menos aqui no Brasil, rendendo "versões" da chamada JOVEM GUARDA, que ajudaram a música a popularizar-se. Em 8 de abril de 1963 (exatamente 11 anos antes de eu nascer) Jane Asher estava no palco do Royal Albert Hall para ver uma apresentação dos Beatles - que, naquela noite, seria a atração principal. Ela, apesar de 17 anos, já era uma atriz de sucesso na Inglaterra, e geralmente era convidada para sessões de fotos, reportagens, etc. Foi de uma reportagem dela que se descobriu, digamos, o IMPACTO que os Beatles faziam no público adolescente da época. Mal sabia ela que, tempos depois, seria uma das mais famosas namoradas de Paul.

Encarte para acondicionar o disco, também dos anos 1970... Bonito...

Seu comentário, sobre os Beatles, à reportagem, à época: "Por eles sim vale a pena gritar".

ALL MY LOVING foi composta por Paul sob inspiração de Jane Asher, que começou a namorar com ele nesta época, em fins de 1963, a partir de uma conversa que tiveram no Royal Court Hotel, em Chelsea, depois de um show da banda, neste mesmo local.

Foi concebida enquanto Paul se barbeava e, segundo ele, foi a primeira vez em que a "letra veio antes da música". Pensada como um poema, foi também elogiada inclusive por John, que raramente o fazia, no que se refere às composições de Paul.

Conheci, certa vez, um senhor beatlemaníaco que me afirmou ter, simplesmente, mais de CEM CÓPIAS de WITH THE BEATLES, entre estrangeiras, piratas, etc. É. Um colecionador de WITH THE BEALTES.

Lembro-me de quando ganhei o CD em um amigo secreto aqui em casa. Toquei-o até RACHAR aqui em casa, apesar de não ser um dos meus álbuns favoritos, mas, como Tony Barrow diz na contracapa "MONEY é o clímax perfeito para este LP fora de série. Espero que não o deixe sem fôlego, e que consiga voltar à face A e repita a dose com 'OS BEALTES'".

Com o filme "BACKBEAT - OS QUATRO RAPAZES DE LIVERPOOL", outra música ganhou novos contornos de sucesso: PLEASE MR. POSTMAN, que figura como a última faixa do lado A. Fez sucesso, primeiramente, com o grupo THE MARVELETTES, que os Beatles gostavam e, com eles, tornou-se mundialmente famosa e foi usada numa versão HORROROSA, dessas bandinhas de hoje em dia, para o citado filme. Bem, não percam o precioso tempo de vocês com estas esquisitices "modernovwskys" e ouçam-na "WITH THE BEATLES"!!!

Outra faixa em destaque é "I WANNA BE YOUR MAN", quarta, do lado B. A história é a seguinte: os Beatles conheciam o empresário dos Rolling Stones, Andrew Oldham porque Brian Epstein o havia contratado para divulgar os Beatles. Por volta de abril de 1963, ele ouviu falar dos Stones, que estavam tocando no Station Hotel, em Richmond. Oldham, então, tornou-se empresário dos Stones e foi o responsável pela caracterização da banda como "MENINOS MAUS", explorando este lado do marketing, estimulando todo um comportamento antissocial dos Stones, para criar polêmica na imprensa. Então, os Stones apareciam, sempre que filmados ou fotografados, com "cara de mau".

Selo "canudinho", dos anos 1970: este meu exemplar é um dos melhores da minha coleção, em sonoridade e conservação...

Em verdade, esta "fama" não foi criada com o objetivo de contrapor-se ao "BOM MOCISMO" dos Beatles. À imprensa, à época, era conveniente RIVALIZAR as duas bandas, o que, efetivamente, JAMAIS ACONTECEU. Tudo o que se sabe, agora, é que eram duas bandas AMIGAS, de frequentar MESMO a casa de uns e outros, inclusive comparecendo aos estúdios, para gravações, "palhinhas", etc.

Ei-lo, "pela metade"...

Mas, com certeza, data daí esta historinha mequetrefe de que os BEATLES  e os STONES eram rivais.

Voltanto, então, à música, à esta época, os Stones possuíam apenas um single nas paradas de sucesso: "Come on", de Chuck Berry. Aliás, os Stones eram eminentemente uma banda de rhythm and blues, isto é, bandas influenciadas diretamente pela música negra norte-americana, principalmente a soul music, mas com pitadas de blues e jazz.

Em 10 de setembro de 1963, John e Paul encontraram Oldham na rua, que comentou, com a dupla, que procurava um novo material para os Stones, já que a Decca, gravadora deles, pressionava-os para um novo single de sucesso. Mick Jagger e Keith Richards (e, depois Brian Jones) ainda não eram, neste tempo, grandes compositores, o que os forçava, por força de contrato, a "VIRAR-SE" para encontrar algo de sucesso.

Paul - SEMPRE ELE - e, logo, logo, diremos porquê - já havia visto os Stones tocar por duas vezes e imediatamente sugeriu I WANNA BE YOUR MAN para Oldham e, imediatamente, os três foram juntos ao estúdio 51, na Great Newport Street, um clube comandado pelo jazzista Ken Coyler, onde os Stones estavam ensaiando. Chegando lá, tocaram-na para os Stones e Brian Jones (o líder da banda, até sua morte, em 1969) gostou da música e foram terminá-la. Os Stones gravaram-na em 7 de outubro de 1963 e ela alcançou o 12º lugar nas paradas britânicas, o que os ajudou a tornar-se um grupo famoso por lá.

Metade das catorze canções do álbum foram escritas por John e Paul, sendo que, a maioria delas, composta para o álbum. Especificamente, no entanto, ALL I'VE GOT TO DO, faixa dois do lado A, foi escrita por John, em 1961. Era uma tentativa sua de soar "Smokey Robinson". Robinson, em 1963, era líder da banda de Detroit, The Miracles. Com 23 anos, possuía uma voz suave e era bom compositor. Dylan, por sua vez e com sua costumeira ironia dizia ser Robinson o seu poeta vivo favorito.

Há outra canção de Smokey Robinson e do The Miracles no LP: trata-se de YOU REALLY GOT A HOLD ON ME, uma das minhas favoritas. Belíssima canção e muito bem interpretada, pelo vocal líder de John, com os coros de Paul e George. Esta música encontra-se na faixa três do lado B do disco.

Nem preciso dizer em qual lugar das paradas ficou o disco, preciso?...

No Brasil, com capa semelhante e repertório nem tanto, surgiu, tempos depois, o PRIMEIRO LP NACIONAL DOS BEATLES: BEATLEMANIA.

Capa do "Beatlemania": reparem na cursiva, no lugar de "With  The Beatles"...

Este LP reúne apenas NOVE canções do WITH THE BEATLES original, inglês, ou seja, a subsidiária da EMI no Brasil, a Odeon fazia o que a Capitol fazia nos EUA: arrumava uma capa de gosto muitas vezes duvidoso, reunia um punhado de músicas de sucesso da banda e lançava-as num LP, adulterando completamente o "modelo" original inglês. Aliás, foi por isso que os Beatles fizeram a famosa sessão de fotos de açougueiros para a capa de um LP que sairia nos EUA, dando a entender, para a Capitol, o quanto estavam "satisfeitos" por CORTAREM E ADULTERAREM SEUS LP'S E CANÇÕES.

Aqui, de frente, e pelo alto!...

Bem, então, ficaram de fora, NO LADO A ALL MY LOVING (que foi parar no outro LP, subsequente, de 1964, chamado THE BEATLES AGAIN, na quarta faixa do lado B) e TILL THERE WAS YOU (que, provavelmente deva ter saído em algum single adulterado, mas continua "ESCONDIDA" dos LP'S de época nacionais), para dar lugar à I WANT TO HOLD YOUR HAND na primeira faixa (que fora lançada, originalmente, em single na Inglaterra, DEPOIS de WITH THE BEATLES, objeto de uma próxima blogagem), seguindo a sequência inglesa de IT WON'T BE LONG até ALL I'VE GOT TO DO porque LITTLE CHILD e DON'T BOTHER ME estão TROCADAS DE ORDEM, com relação ao WITH THE BEATLES. Daí encerra com PLEASE MR. POSTMAN, já sem TILL THERE WAS YOU, com já nos referimos acima.

Contracapa: olhem o selo da Odeon, como era...

Quanto ao lado B, a salada "à la" "Carmen Miranda" continua: o lado abre com SHE LOVES YOU (single de meses anteriores, já objeto deste blog) e segue a sequência inglesa: ROLL OVER BETHOVEN e... HOLD ME TIGHT, que faria, naturalmente, a segunda ou a terceira faixa, também foi parar em THE BEATLES AGAIN, abrindo o lado B daquele disco; sem HOLD ME TIGHT, vem YOU REALLY GOT A HOLD ON ME até DEVIL IN HER HEART, igual à sequência inglesa e, novamente, outra faixa é SUPRIMIDA: NOT A SECOND TIME, que também SUMIU por entre os arquivos da Odeon, na época, para dar lugar a... I SAW HER STANDING THERE, faixa que abre o primeiro LP (inglês) dos Beatles: Please Please Me, também já alvo deste blog. Entenderam? Fácil, sim, ou não?

Este foi o primeiro selo da Odeon, dos Beatles, no Brasil: azul-marinho, lançado em 1964... Original, de época...

Resumo: o 1º LP brasileiro dos Beatles tem, MAIS OU MENOS a capa do 2º LP oficial inglês, com ALGUMAS MÚSICAS deste mesmo LP, e, claro, COM MENOS DUAS!!!

Olha ele aí, impecável...

Mas vale a pena ter os dois na coleção, pois, é sabido que os Beatles gravavam em MONO, até SGT. PEPPERS e as únicas cópias monaural nacionais são mesmo esses LP'S de época que, para compensar, TEM UM SOM MARAVILHOSO!!!


Selo "estrela" azul Odeon: esta edição saiu em meados dos anos 1960, portanto, após o selo azul-marinho (1968, precisamente). Mas também é bonitão...

No final da minha antecedente postagem fiz referência a uma CAIXA com a coleção completa - OFICIAL, SÃO 13 LP'S - em vinil 180g. Esta edição, porém, será lançada em ESTÉREO, pelo que se sabe, a partir dos originais E NÃO SERÃO aquelas cópias REMASTERIZADAS, HORROROSAS, com aquele som de LATINHA BATE-ESTACA, de meados dos anos 1990, que foram tiradas a partir das remasterizações em digital, o que é PÉSSIMO para ouvir os Beatles.

No ano que vem está previsto o lançamento desta coleção A PARTIR DOS ORIGINAIS, EM MONO. Já está dando ÁGUA NA BOCA!!!



domingo, 9 de junho de 2013

PLACAS PRETAS

Boa noite a todos,

Depois de um LOOOOOOOOOOOOOOOONGO período, estamos voltando, para novamente COMEMORAR mais uma vitória: Finalmente conseguimos EMPLACAR nosso opalão: PLACAS PRETAS!

Idealizado já de há muito, desta vez não titubeei. Meu Opala de sonho de infância, agora, é de "CATEGORIA ESPECIAL", carro de colecionador...

Chineladas na antiga placa!!!

Mereceu, também, um trato BEM DADO nas placas, pois vieram do DETRAN todas sujas...

Que tal um lustro, hein?

Gran Luxo 1974. Aliás, o nome vinha desta forma. O termo "Opala" "saiu" do nome por uma jogada de "marketing" da GM, para "descolar" dos outros modelos da linha, mais populares. Chamava-se, então, CHEVROLET GRAN LUXO...

No ano seguinte, a GM tirou-o de linha, dando espaço para o COMODORO, também topo de linha. Já em 1980, foi a vez de o Comodoro perder lugar para cobiçado DIPLOMATA, no topo de linha da GM.


Bem, já que vamos falar de história, vai aí a história do "topo de linha da GM".

O modelo "Gran Luxo" foi lançado em 1971, juntamente com o esportivo SS, para inaugurar o motor 4100, substituindo os motores 3800 cc, que equipavam os modelos 1969 e 1970, tanto os básicos como os mais requintados.

O motor 3800 cc ainda continuou a ser fabricado, mas para as linhas "populares" do Opala: Standart e Luxo. Em 1972 a GM abandonou a fabricação deste motor.

Depois de uma longa espera, valeu a pena... Inclusive observar!!!

Bem, como vocês me acompanham de há muito, sabem que tive o prazer de ter um GRAN LUXO 1971, topázio dourado. Aqueles que ainda não o viram, vejam numa das minhas primeiras blogagens, neste espaço.

Continuando, o Gran Luxo foi lançado em 1971 para disputar mercado com automóveis mais luxuosos do que ele, mas muito mais caros e "beberrões": Ford Galaxie e Dodge Dart.

A dupla, pela primeira e última vez em minha "garagem": 1971 (atrás) e 1974...

Com a crise do petróleo, que durou de 1973 a mais ou menos até os dias de hoje - sim, senhores, depois da crise do petróleo, o combustível, pelo menos para nós, brasileiros, nunca mais foi barato - e, com o concomitante lançamento do MAVERICK, também em 1973, o Opala continuou reinando absoluto, tanto nas vendas, como no coração do povo: é que possuía uma mecânica versátil, barata e simples, bem como sempre a opção por motores mais econômicos e não menos velozes, como os de 4 cc (2500 cc).

Que garagem, hein?

Você tinha a opção de ter um ótimo carro de passeio, com um amplo porta malas e um ótimo motor, para pequenas ou grandes viagens, bem como espaço interior de sobra.

O Gran Luxo, então, além de ser mais barato que os seus concorrentes diretos, possuía o CHARME do Opala, sempre irresistível...

Entre 1971 e 1972 não houve mudanças na linha Gran Luxo, tanto na estética, quanto na mecânica. O detalhe é que a GM acabou lançando alguns Gran Luxo com o motor 3800 cc, logo no começo e, hoje, esses carros são extremamente RAROS...

SHOWZAÇO de bola...

Em 1973, portanto durante a crise da OPEP, a GM lança o Opala Gran Luxo, seguindo as modificações em toda a linha, com sensíveis mudanças mecânicas e estéticas: ar condicionado, ar quente, câmbio automático (na coluna ou no chão), rádio de série, relógio de série, etc., que se seguiu até 1974, onde a opção pelo Gran Luxo só poderia ser feita com o motor de 6cc - 4100 cc. Parece contraditório a GM oferecer ao modelo Gran Luxo apenas o motor de 6cc, em pleno auge da crise do petróleo, mas, em termo de compradores, cada vez mais exigentes, principalmente de carros "topo de linha", a estratégia acabou dando certo e, de certa forma, a GM superou e bem a crise do petróleo. Tanto é verdade que o Maverick, trazido da Europa para fazer o que o Corcel jamais conseguiu, não foi feliz em sua empreitada e o Opala reinou absoluto, não só nas vendas, mas também nas pistas.

Show, meu motor, hein? Não é um 250 S, mas... Bem, motorzinho é  pra dentista, mesmo!!!

Explico: Em 1974, para fazer frente ao poderoso motor V8 do Maverick, a GM lançou um motor já desenvolvido nas pistas: o fantástico 250 S, que, com um leve preparo, fazia o V8 roncador do Maverick comer pó...

Alguns Opalas saíram de fábrica já com esse motor - opcional. Infelizmente o meu não é um 250 S, mas, com certeza, quando tiver que dar uma mexida, ele há de se transformar em um...

Bem, foi bom voltar. Ando bem ocupado, lá no Tribunal e nas Casas André Luiz, preparando aulas etc. Prometo voltar em breve com a maior banda de rock de todos os tempos... Já sabem quem é, não?

Fiquem com Deus e até a próxima,

Alex

sábado, 2 de março de 2013

DARK SIDE OF THE MOON: 40 ANOS.

Boa noite a todos,

Depois de um longo período, retornamos.

E RETORNAMOS em GRANDE ESTILO: 40 anos de lançamento do SEGUNDO MELHOR DISCO DE ROCK DE TODOS OS TEMPOS: DARK SIDE OF THE MOON, da banda de rock progressivo inglesa PINK FLOYD.

Meu "xodó": Quadrafônico!

A data, para ser mais exato, é 1º de março de 1973. Só não escrevi a vocês ontem porque tive um dia "longo" no trabalho e depois, ainda, fiz o "segundo tempo" com meus alunos nas Casas André Luiz.

Álbum gravado no lendário estúdio de Abbey Road, colocou o Pink Floyd (minha segunda banda) definitivamente na rota do sucesso internacional, já que isso era uma realidade na Inglaterra e na Europa, com o sinlge "Money" "puxando" o disco nos EUA, onde a banda tinha dificuldades em aparecer.

O rock progressivo, aliás, era um fenômeno muito circunspecto à Europa pelas suas próprias características.  Os norte-americanos não eram muito chegados a esse estilo, sociedade de consumo que sempre foi e sempre será.

O LP ficou "apenas" 14 anos nas paradas, vendendo simplesmente mais de 50 MILHÕES DE CÓPIAS. Ficou nos cinco primeiros lugares em vendas em qualquer lista dos mais vendidos de todos os tempos.

Marca, também, uma "guinada" no recado do Pink Floyd: questões como alienação, sociedade de consumo, paranoia moderna eram colocadas em meio as sutilezas de instrumentação muito bem executada pelos integrantes: David Gilmour, Roger Waters, Nick Mason e Richard Wright. Também fica claro o quanto Syd Barrett - O GRANDE SYD!!! - ainda "rondava" o pensamento deles ("Brain Damage").

Contracapa.

Roger Waters, aliás, foi praticamente o MENTOR do álbum, compondo quase todas as canções e interferindo aqui ou acolá, tomando decisões, etc., bem ao seu estilo. Dark Side praticamente saiu de sua cabeça.

À essa época o Pink Floyd já tinha "definido o seu som", saindo de suas RAÍZES PSICODÉLICAS e feito a transição - NATURAL - para o nascente rock progressivo, "correndo atrás" do KING CRIMSON, o pioneiro, com seu ESTUPENDO "IN THE COURT OF THE CRIMSON KING", de 1969, um dos meus prediletos, que também há de merecer uma blogagem especial. Daí se segue vários álbuns progressivos de destaque e DARK SIDE é, sem dúvida nenhuma, o seu maior SUCESSO.

Por dentro...

Alan Parsons foi o produtor do álbum. Como ele era funcionário dos estúdios de Abbey Road, também trabalhou com os Beatles ("ABBEY ROAD" e "LET IT BE"). Ele, muito tempo depois, foi também fazer rock progressivo, com o seu "Alan Parsons Project", que tem na música "Time", de 1982, seu maior sucesso.

A capa, simplesmente uma das mais famosas de todos os tempos, traz um prisma sendo atingido por um feixe de luz, que o transforma em arco-íris. Aliás, quem passava pela avenida onde moro nas épocas de férias deparava-se com DARK SIDE no céu. É que nas últimas vezes em que empinei quadrado fiz VÁRIAS RAIAS de DARK SIDE. Possuo algumas fotos, que necessitam de digitalização, para que vocês possam ver.

Aberto...

Não me recordo a primeira vez que ouvi DARK SIDE, mas, tenham certeza: perdi as contas de quantas vezes já o ouvi: fita cassette, vinil estéreo, quadrafônico, DVD...

Vocês poderão verificar por aí que DARK SIDE teria sido elaborado justamente sobre a sequência do filme "O MÁGICO DE OZ". Não vou aqui dizer "sim" ou "não", até porque tudo é uma questão de rotação: alguns aparelhos de toca discos tem-na alterada, o que impossibilita a "verificação". Mas, dizem as más línguas que, pelo CD é possível identificar toda a sequência do filme, junto com a música do disco.

Ei-lo... E do ano em que nasci: 1974!!!

Trata-se de um dos melhores álbuns CONCEITUAIS da história, senão for o MELHOR. Fica "pau a pau" com "DAYS OF FUTURE PASSED", que foi o PRIMEIRO ÁLBUM CONCEITUAL DA HISTÓRIA, do Moody Blues, de 1967, também merecedor de uma blogagem como esta.

No Brasil, não teve TANTO sucesso quanto ATOM HEART MOTHER, de 1970, impulsionado pela música de abertura do JORNAL NACIONAL, da Rede Globo: "Summer ' 68". Para quem não o conhece, pode ser encontrado em CD nas lojas: é o disco da "vaquinha". Aliás, os discos do Pink Floyd, no Brasil,. começaram a ser vendidos apenas a partir de 1974, porque os milicos tinham, digamos, "um certo medinho" de o rock "corromper a juventude", com essas "coisas esquisitas, inglesas", esse "tal de 'roque enrou' "... Coisas de uma ditadura, em que vivíamos naqueles anos.

Perfeito!

Aliás, como essa coisa de "hippie" chegou tardiamente aqui no Brasil, em meados dos anos 1970 - E JÁ ESTEREOTIPADA, bem do jeitinho que o sistema gosta - , Dark Side também ficou com fama de "coisa hippie", que não era bem o lance do rock progressivo, apesar de ele ter nascido justamente dessa "coisa hippie", que era, na verdade, O SOM PSICODÉLICO e, claro, o BLUES do final dos anos 1960.

Dark Side of the Moon ensinou-me a gostar de rock progressivo, antes mesmo de eu ter ouvido YES. A partir de então passei a colecionar discos e capas e, claro, melhorei e muito meu gosto musical. Não que eu tenha deixado de gostar do rock mais "pesado" - principalmente do "QUARTETO DE FERRO" INGLÊS: LED ZEPPELIN, BLACK SABBATH, URIAH HEEP E DEEP PURPLE. Mas as bandas progressivas são minhas prediletas e o Pink Floyd perde apenas para o número um de todos: THE BEATLES.




O Cassette, de época.. Ainda tem um som ESPETACULAR!!!


Disco IMPERDÍVEL, INSUPERÁVEL EM SEU CONCEITO, perde apenas para SGT. PEPPERS LONELY HEARTS CLUB BAND, dos Beatles, que é, sem dúvida nenhuma o MELHOR.

O melhor que vocês possam fazer é ESCUTAR O DISCO, de ponta a ponta e, de preferência, em vinil. Mas como há essa "dificuldade" por parte de muitos, ouçam-no em CD mesmo. É da época em que ÓTIMAS BANDAS FAZIAM ÓTIMOS DISCOS para serem ESCUTADOS POR INTEIRO. As pessoas eram MAIS EXIGENTES e não era QUALQUER UM que se arvorava em fazer sucesso, ainda que com apenas UMA MÚSICA.

Ainda vinha com a inscrição "remasterizado em digital".


CD "comemorativo" de 20 anos, lançado em 1993. Comprei com meu último presente de minha "madrinha". Fui correndo na Galeria do Rock adquiri-lo...
E, para um disco de rock progressivo ter a dimensão que teve, vocês imaginam o que ele significa. É que, quando falamos em discos de rock progressivo, esses normalmente são compostos de uma a 4 músicas, no máximo. Essas músicas são pouco "convencionais", digamos, não só para os padrões da época - final dos anos 1960 e início dos anos 1970, mas também se tornam INVIÁVEIS comercialmente, nos dias de hoje. Imaginem vocês como andamos "PACIENTES" com a nossa vida, com os outros que nos cercam, com o nosso trabalho e, de repente sentamos em nossa sala (com a TV SEMPRE ligada), ou defronte ao nosso micro e começamos a ouvir uma música de 23 MINUTOS!!!

Olhem que chique que ficou minha estante de som!

Bem, é tempo de terminarmos.

Apaguem as luzes, façam os cachorros dos vizinhos calarem a boca e EMBARQUEM NESSA VIAGEM. Vocês não se arrependerão, tenho certeza.

Turnê de Dark Side, em 1974.

Att,

Alex.

PS. Em breve teremos MUDANÇAS. Aviso-os, pois este blog ficará "desfalcado" por um tempo, para depois retornar, novamente, em grande estilo.

Solidariedade aos meus amigos ANDRÉ OKUMA E REIKO, que deixaram, assim como eu o fiz, a Coordenação do Teatro Nelson Rodrigues, em Guarulhos. O PT e suas pataquadas pequeno burguesas e capitalistas. O partido que ajudei a construir, acabou... E JÁ FAZ TEMPO.





domingo, 13 de janeiro de 2013

ESTAMOS QUASE LÁ...

Boa noite a todos,

Uma postagem rápida e singela:

Para tentar suprir a falta que o MARANTZ faz aqui em casa, recentemente adquiri um SANSUI, model QRX 6001, também QUADRAFÔNICO.

Dodge dart e Galaxie "espionam" o DEMODULADOR!!!

Bem, nem preciso dizer da qualidade de um aparelho destes, mas, depois que eu resolvi "acertar" a ligação das caixas, TUDO FICOU LINDO!!!

O SANSUI - e, principalmente este modelo - não chega nem perto de meu MARANTZ 4400. Mas, o danado tem um som estéreo AVELUDADO FENOMENAL!!! Sem contar a potência que faz tremer qualquer construção num raio de 1 Km!!! E, detalhe: SEM DISTORÇÃO: som puro e para gente grande!!!

Não tem "funk" carioca e "bossa incompreendida" de vizinhos que resistam!!!

É, LITERALMENTE, UMA SAPATADA NA ORELHA!!!

Já que o Marantz está saindo do "estaleiro", esta semana vamos curtir o SANSUI, com direito a agulha nova para o DD 200Q e, claro, SESSÕES BEATLEMANÍACAS 180g!!!

Está prontinho para sua nova agulha... ORIGINAL!!!

Aliás, tenho saído bastante atrás de discos raros de rock progressivo e tenho encontrado verdadeiras PECHINCHAS. Sempre tem aqueles mais caros (BARATOS E AFINS, na galeria, NEM A PAU!!! Devia chamar-se "CAROS E AFINS", isto sim...), mas eu sempre dou um jeito, ainda mais agora, trabalhando praticamente do lado da DISCOMANIA, na Rua Augusta, que não é somente "point" dos Gays, mas também, ainda, um bom lugar para achar antiguidades, etc.

Falta alguém na família...


Em breve o Marantz retornará e estaremos blogando sobre o seu retorno.


Que tal um "sonzinho" aveludado, aí???
Hoje foi dia de "tirar as teias de aranha" destas caixas aí, ó... TREMEU TUDO, AQUI NO TUCURUVI, NESTE DOMINGO!!! Som LIMPO, POTENTE e, claro, AVELUDADO!!!

Ps. Estamos de retorno, também, às Casas André Luiz, depois de um breve período de pausa, por conta do  horário maluco do meu novo serviço. Agora está tudo certo, mas, FALTA APENAS UMA COISA... Que logo, logo todos vocês saberão, por esta página...

Au revoir,

Alex