sábado, 31 de dezembro de 2011

2012, TUDO DE BOM... O QUE É BOM, PARA VOCÊ?...

Boa tarde,

Mais um ano que se encerra por entre nós e já estamos (pre) ocupados com o que virá doravante, em 2012, contagem esta que, aliás, muitos desconsideram. Mas, como essas ocupações tomam conta de nossas mentes, queiramos ou não, vamos conversar um pouco sobre esse momento.

As crendices e as superstições estarão, como sempre, em voga: vestir branco - dizem - traz-nos paz; vestir amarelo, dinheiro; vestir vermelho, amor e assim sucessivamente. Será?

É engraçado perceber que as pessoas estão tão envolvidas com o sistema que não percebem que são meros joguetes dele: as superstições são próprias das pessoas excessivamente crédulas, que lhes falta muitas vezes senso crítico e informação criteriosa para conseguir ao menos parar um pouco e pensar realmente sobre a vida. É evidente que, em cima mesmo destas crendices o comércio vive e sobrevive nesta época do ano: basta observarmos uma loja de departamento, expondo todos os utensílios utilizados por esses crentes: desde a romã, nos supermercados às roupas íntimas, para serem usadas na noite do "reveillon".

Que diremos também daqueles que vestem branco - objetivando paz - e "enchem o caneco"? Será mesmo que querem paz, para alguém?

Tudo isso faz parte do sistema, que enceguece a maioria das pessoas, incautas que estão sobre os verdadeiros objetivos da vida. Sim, porque o planeta não é esse parque de diversões que muitos acham que é.

Isso é para que possamos, por um momento, refletir sobre o atual estágio de elevação de nosso planeta e o que ainda temos pela frente para trabalhar e melhorá-lo.

Tudo muito legítimo querer dinheiro, num sistema capitalista onde ele é o GRANDE SENHOR; entretanto, o que andamos fazendo com ele, quando ele está sob nossa posse? Será que temos estrutura psicológica para lidarmos com a opulência? Sabe-se que, para que todos os habitantes do planeta tenham o nível de vida material desejado - o norte-americano, tido historicamente como o "ideal"- precisaríamos de OITO PLANETAS, iguais ao nosso, em recursos?

Será que pelo simples ato de usar vermelho o nosso amor possessivo e egoísta deixará um pouco o outro^- o próximo - em paz? Que tipo de "amor" nos trará esse traje? Possessivo e egoísta, como o nosso?

Reflitamos por um momento sobre tudo isso. Sabemos também que as cores nada mais são do que a reflexão dos raios solares, na própria matéria... Vocês realmente acham que as cores estão em condições de determinar isto ou aquilo, em nossas vidas?

Às pessoas excessivamente crédulas há a possibilidade de tal ou qual ocorrer, pois como disse Jesus "... tua fé te curou...", isto é, é tamanha a ação do pensamento sobre a matéria que tudo isso pode acontecer. Aí, o poder da fé, "que remove montanhas".

É bom lembrarmos de que Jesus, pela sua condição extraordinária de Espírito Superior jamais coadunou com esse tipo de crendices, sendo, muitas vezes, enérgico (sem ser violento) para com aqueles do culto exterior, principalmente os fariseus. Por isso dizia - e aí está o ensinamento, por completo: "Tua fé te curou... VÁ, E NÃO PEQUES MAIS, PARA QUE NÃO TE SUCEDA ALGO PIOR." O grifo é nosso.

A gente acaba "esquecendo" tudo isso, quando estamos nesses momentos de reflexão, em que Deus nos proporciona o ensejo de mais um ano de ESCOLHAS: o que nós estamos ou vamos escolher, para nós e para o mundo em que vivemos?

Lembrando sempre, aliás, que "mais um ano" só tem significado para nós, espíritos ligados à terra, pois contamos o nosso tempo em função dos movimentos de rotação e de translação do planeta, que, nos outros planetas, evidentemente é muito diferente. O que significa, então, 2012 anos, para a espiritualidade, para a eternidade? Um piscar de olhos? Uma gota que cai, igual essas que estão caindo nesta tarde chuvisquenta?

Tudo, então, torna-se RELATIVO, objetivamente falando...

As conquistas imperecíveis do Espírito, que é o SER PENSANTE, estas sim, devem estar NA ORDEM DO DIA, vestindo a cor que se desejar, o traje que lhe convier, comendo a fruta que saborear... Para quem AINDA PODE ESCOLHER, neste mundo ainda tão imperfeito e tão injusto, não é mesmo?

Mais um ano, em mais uma existência é sempre uma dádiva e uma oportunidade de CRESCIMENTO ESPIRITUAL para toda a Humanidade. Cresçamos.

"Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize, no ano que vai nascer: muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender..." Nunca pensei em estar em FRANCA CONTRADIÇÃO COM ESTA FRASE, rechaçando-a, de ponta a ponta.

Estoure seu espumante, brinde com seus familiares, COMEMORE MESMO todos os dias que se sucedem no rolar de nossas existências e de nossas vidas; comemore, pois uma existência, ela só, é incapaz de sequer balbuciar um dédalo da VERDADEIRA ALEGRIA ESPIRITUAL, dos ESPÍRITOS SUPERIORES, que galgaram todos os degraus da evolução e partilham, na eternidade, desta alegria CONOSCO, ajudando-nos e impulsionando-nos neste caminho.

Recebi uma mensagem de minha irmã que talvez possa ajudar-nos um pouco mais, nestas reflexões (desconsiderem o preto e branco):






Que JESUS ilumine a todos vocês, que me acompanham e quiçá tenhamos outro ano de oportunidades e crescimento... Espiritual...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

VIVA O ANIVERSARIANTE!!!

Bom dia a todos,

A expressão "natal" tem, para mim, um profundo significado. Não só porque revivo mentalmente todos aqueles que passei aqui, até agora, nesta existência (os que consigo lembrar-me, evidentemente!) e, absolutamente todos eles foram excelentes, mas também, depois que conheci o Espiritismo, esses "natais" estão realmente muito mais significativos. Senão vejamos:

Trata-se de um período em que as pessoas, ao menos aparentemente, estão mais propensas à tolerância, à gentileza e tudo aquilo que deveria fazer parte de nossas vidas, todos os dias do ano; hoje, consigo sentir mais isso e, principalmente, saber o porquê desse "contentamento" generalizado que soa pelo ar. É como que se uma onda gigante de contentamento (a despeito das misérias humanas, materiais e morais) e alegria invadisse-nos, de forma contagiante. 

Explico: Outrora pensava eu que o Natal tinha todo aquele significado do papai noel, isto é, que se eu não fosse um bom menino, papai noel não viria entregar-me presentes. Pitadas de catolicismo - sim, só posso falar nestes termos, porque minha mãe, a despeito de sua fé católica JAMAIS frequentou a Igreja para beatificar e APRENDI MUITO COM ELA, quando sempre me dizia: "primeiro a obrigação, depois, a devoção". Tinha oito filhos para criar, de vez em quando dois cachorros (variava, às vezes) e um marido com esquizofrenia. Fica difícil ir lá na Igreja, assim, não é mesmo? Não tinha ela também a intenção de DOUTRINAR seus filhos nesta ou naquela orientação religiosa, mas, FAZIA, COM MUITO ESMERO E COMPETÊNCIA MUITO, MAS MUITO ALÉM DO "DEVER DE CASA": procurava passar valores para os filhos, deixando-os com sua livre escolha, para tudo.

Acredito que, também, meu pai, apesar do ateísmo (que, por razões óbvias, militava apenas em seu íntimo, assim como sua clara definição política, que lhe trouxe muitos percalços e dissabores), no fundo, também, misturando-se, como todo ateu, aquela pontinha do "algo mais", isto é, A CERTEZA DE DEUS, IMANENTE EM TODAS AS SUAS CRIATURAS.

Voltando à questão do aniversário e do aniversariante, pouco importa se é esta data ou aquela. Importa sabermos QUE PRESENTE TEMOS CONDIÇÕES DE DAR A ESSE ANIVERSARIANTE. Presente? Vou ter de embrulhar e colocar debaixo da árvore (em que ele nasceu)? Não. Não é este tipo de presente que JESUS gostaria de ganhar, de nós. O que um Espírito, da magnitude de Jesus, gostaria de ganhar, de nós?

Buscando, então o verdadeiro sentido do natal, tenho para comigo que, de há muito (outrora por formação política e, agora, também, por formação espírita) sou reticente para com esses ARROUBOS CONSUMISTAS (pródigos desse sistema econômico maluco em que vivemos que, aliás, SEMPRE ESTEVE EM FRANCA CONTRADIÇÃO COM O CRISTIANISMO) que tomam conta das pessoas, neste período. Fico contente por vê-las contentes, mas, ao mesmo tempo, preocupa-me o fato de constatar que o verdadeiro sentido do natal acaba ficando em segundo plano: presentes de amigos secretos, bebedeiras, crianças exaltadas, mal educadas, esperando sua "telinha" (termo genérico, para essas tecnologias de hoje) de última geração, empurra-empurra daqui, impaciência de lá e... perguntamos: será que essa criançada SABE MESMO O QUE VERDADEIRAMENTE SIGNIFICA O NATAL? Será que os adultos, que os acompanham, também tem noção dessa data tão importante? O que significa o papai noel, para essas crianças? Será que elas perderam a inocência assim, tão rápido, a ponto de não acreditar nele? Será que, por outro lado, acreditam que o papai noel seja mais importante (e o aniversariante!!!) do que Jesus?

Quiçá esses sentimentos que relatei algures um dia façam parte de todos os dias do ano: talvez seja esse o presente que o aniversariante queira ganhar (se é que ele quer alguma coisa!!!).

Fica aí o meu FELIZ NATAL, primeiro, claro para o ANIVERSARIANTE. Depois, para todos vocês, que me acompanham (não gosto muito de escrever na 1ª pessoa, mas, hoje, abro uma exceção) e QUE O ANIVERSARIANTE FALE MAIS ALTO EM NOSSOS CORAÇÕES, para que possamos, efetivamente, BUSCAR O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL: JESUS, que nos trouxe seu Evangelho de amor, "o caminho, a verdade e a vida"...



JESUS

Ele não era um conquistador armado e, de século a século, aumenta a multidão daqueles que o seguem, n'Ele reconhecendo o Modelo Divino, ao qual se oferece a vida; surgiu na palha, ao calor dos animais que o hospedaram na estrebaria e recorda-se-lhe o nascimento assinalado pelo fulgor de uma estrela; não dispunha de uma pedra em que repousar a cabeça e fundou o Reino de Deus, entre as nações; conquanto se reportasse aos mundos da imensidade por diversas moradas da Casa Universal do Todo-Misericordioso, escolheu uma pátria que procurou conchegar no coração; referia-se aos seres humanos na condição de filhos do Pai Celestial e devotou-se a um círculo íntimo de companheiros queridos, vinculando-se a uma abnegada mãe, a quem amou enternecidamente; embora revelasse a vida imperecível, encontrou em si mesmo bastante sentimento humano para chorar a ausência de um amigo morto; conversou mais detidamente apenas com alguns sofredores, entre os quais se destacaram pobres mulheres e crianças de lugarejos esquecidos e traçou os mais altos ensinamentos que regem a paz e a felicidade dos povos; viveu em lares singelos e continua inspirando, até agora,  na literatura e na arte, as mais belas obras-primas da Humanidade; humilde, fez-se poderoso renovador de consciências; discutido, sobreleva-se, ainda hoje, pela bondade, a todos os sofismas dos incrédulos que o desafiaram; perseguido pelo mal, triunfou e triunfa com o bem, esquecendo as afrontas e abençoando os inimigos; crucificado, venceu a morte e ressurgiu entre os seres humanos, junto dos quais permanece, sempre e cada vez mais vivo, em espírito, como sendo de todos os reformadores da Terra o mais digno e o mais querido, o mais contestado e o mais invencível!...

Mensageiro do Pai, erguido à posição de Mestre Divino, consagrado à nossa educação para a vida eterna, amou-nos antes que o amássemos e tudo nos dá de si próprio, sem nada nos pedir!...

É por isso que todos nós, ano a ano, somos induzidos, sem distinção de credo e raça, a cultivar o poder da fraternidade, uns diante dos outros, pelo menos um dia - o Dia de Natal - , transformando o mundo, por algumas horas, , em Reino de Amor, prelibando as alegrias do Bem Eterno que nos governará de futuro, a repetir com as vozes milenárias dos anjos:

 - Glória a Deus nas alturas, paz na Terra, boa vontade para com os seres humanos!...
Emmanuel
(do livro "Antologia mediúnica do Natal", p. 218/219,  psicografia de Francisco Cândido Xavier, 1ª ed., ED. FEB,   RJ,   1967).

Até a próxima, pessoal e, aproveitem o Natal!!!


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

JON ANDERSON NO BRASIL!!!

Boa noite a todos,


Jon Anderson, vocalista do Yes, uma das minhas bandas favoritas (medalha de prata) estará aqui em São Paulo, para uma apresentação solo no próximo dia 13 deste mês. Em abril, ele se junta novamente aoYes para fazer uma turnê pelos Estados Unidos. No repertório dos shows, sucessos do Yes como I've Seen All Good People, And You And I, Long Distance Runaround e Starship Trooper, além de canções do último álbum de sua carreira solo, The More You Know, lançado em 1998.

Jon Anderson, durante turnê do Yes, em 1975.


Jon Anderson sempre foi considerado um músico eclético. Além de cantar e escrever, ele toca vários instrumentos musicais. Irriquieto, nunca ficou preso ao grupo que o lançou. Além de 25 discos com o Yes, Jon lançou de 12 álbuns solo e seis em parceria com o Vangelis.

Segunda formação do Yes, já com o "MONSTRO" Steve Howe na guitarra (2º, da esq. para direita). Anderson é o último, da esquerda para a direita.

Mas não é só a música que alimenta sua alma. Em 2001, Jon Anderson, o ativista dos direitos humanos, fez questão de participar do projeto “United We Sing”, que teve como objetivo angariar fundos para as vítimas dos atentados terroristas de 11 de setembro, nos Estados Unidos.

Jon Anderson nasceu na Inglaterra, em 1944. Como o dinheiro da família era escasso, aos 15 anos ele abandonou a escola para trabalhar numa fazenda. A ocupação veio a calhar, mas acabou não durando. Jon estava sempre atrasado. Isso acontecia porque ele costumava ficar horas ouvindo Elvis Presley, The Everly Brothers e Eddie Cochran, suas maiores referências na música. Então, em 1962, aos 18 anos, ele resolve abandonar o campo e entrar para sua primeira banda, o Warriors.

Em 1968, Anderson, Chris Squire (baixo), Tony Banks (guitarra), Bill Bruford (bateria) e Tony Kaye (teclados) formam o Yes. Rapidamente, a banda começa a fazer sucesso e é contratada para abrir os shows do The Who e do Small Faces. O resto, é aquela grande história do Yes, uma das maiores, melhores e mais influentes bandas dos anos 1970.

A primeira formação do Yes... Anderson é o último, da esq. para a direita.


Então, fica aí a dica. Leve cenouras, rabanetes, etc, para curtir o show, já que Anderson é vegetariano de há muito, bem como engaje-se rapidamente em alguma causa humanitária!!! VIVA O YES!!!

A melhor formação - e CLÁSSICA - do Yes, na minha opinião: Bill Brufford na bateria e, claro RICK WAKEMAN,  comandando sua "central telefônica" de teclados... Foto de 1972, época do lançamento de "Close to the Edge".


Até breve, pessoal!!!